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Insight

Cattle traders must do more to address deforestation

Beef and leather traders are the poorest performers in this year’s Forest 500 ranking – with the lowest scores for taking steps to ensure their products are not linked to deforestation

Available in Portuguese below

While industry giants JBS and Minerva have the highest relative scores for traders in beef supply chains, both score less than 50% in the annual assessment carried out by UK NGO Global Canopy that ranks companies for their deforestation policies and implementation measures.

Global Canopy’s Forest 500 lead Sarah Rogerson said:

“There is still a real need for progress in the cattle sector, especially given the clear links between cattle expansion and deforestation in the Amazon. Cattle traders are not yet doing enough to demonstrate that their products are not linked to deforestation.” 

In total, 26 beef traders are assessed as part of the 500 companies and financial institutions that have the power to end deforestation in supply chains. The average score for beef traders is just 12%. There are 17 leather traders included in the ranking (many of which also trade beef) with an average score of 11%.

In comparison, the 46 palm oil traders assessed averaged a score of 40% with the best performers scoring 65% and 63%.

Sarah Rogerson added:

“The cattle sector has the potential to take transformational action to address deforestation in the Amazon. By making a full set of commitments, implementing those they have made, and transparently reporting on progress, they can start to bring about an end to deforestation across all their operations.” 

JBS is scored for its deforestation commitments for beef, leather, soy and palm oil, but the company still needs to ensure these deforestation commitments apply to all of the areas where it operates, and to be more transparent around suppliers and processing locations. It also scores poorly on social commitments, with no recognition of the need for Free and Prior Informed Consent from local communities.

Minerva, which trades beef, leather, soy and pulp and paper similarly needs to ensure its deforestation commitments for beef and leather apply to all of the areas where it operates, not just to the Amazon, and it needs to show that it is monitoring its suppliers for non-compliance. Minerva has no commitments to address deforestation for the soy and pulp and paper across its activities.

The need to make and implement commitments to ending deforestation in supply chains is rising rapidly up the agendas of shareholders, investors, regulators and consumers. 

A number of financial investors have raised concerns about links between the cattle trade and deforestation, with some meeting with the Brazilian government to highlight their concerns in 2020.

Sarah Rogerson added:

“Financial institutions are right to question whether their lending and investment is funding deforestation. By implementing and reporting transparently on their commitments to ending deforestation, cattle traders can help to ensure these concerns are addressed – and also help end the devastating impact of deforestation in the Amazon.”

 


 

Frigoríficos devem fazer mais para combater desmatamento

Frigorífigos e comerciantes de couro tiveram o pior desempenho no ranking Forest 500 deste ano, com as piroes pontuações para demonstrar que seus produtos não estão ligados ao desmatamento.

Embora os gigantes da indústria JBS e Minerva apresentaram as pontuações relativas mais altas entre os frigoríficos, ambos pontuaram menos de 50% na avaliação anual realizada pela ONG britânica Global Canopy. O ranking classifica as empresas por suas políticas de desmatamento e práticas socioambientais.

Sarah Rogerson, líder da Global Canopy's Forest 500, disse:

“Ainda há uma necessidade real de avanços no setor pecuário, principalmente pela clara ligação entre a expansão da pecuária e o desmatamento na Amazônia. Os frigoríficos não estão fazendo o suficiente para demonstrar que seus produtos não estão ligados ao desmatamento ”.

O ranking avalia 500 empresas e instituições financeiras que têm o poder de reduzir significamente o desmatamento associado as cadeias produtivas. Entre elas, 26 empresas comercializam carne bovina. A pontuação média dos frigoríficos foi de apenas 12%. Há 17 processadores de couro incluídos no ranking (muitos dos quais também comercializam carne bovina) com uma pontuação média de 11%.

Em comparação, os 46 comerciantes de óleo de palma avaliados no ranking obtiveram uma pontuação média de 40%, com os melhores desempenhos chegando a 65% e 63%.

Sarah Rogerson adicionou:

“Empresas ligadas a indústria da carne tem potencial para realizar ações transformadoras para reduzir o desmatamento na Amazônia. Assumindo compromissos claros, implementando esses compromissos e relatando o progresso de forma transparente, eles podem eliminar desmatamento associado à suas operações”.

A JBS é avaliada por suas políticas ambientais associadas a cadeia da carne bovina, couro, soja e óleo de palma mas a empresa precisa garantir que seus compromissos de desmatamento se aplicam à todas as áreas onde atua e seja mais transparente com relação aos fornecedores e locais de processamento. A empresa também teve uma pontuação muita baixa com relação à políticas sociais, já que não reconhece a necessidade do consentimento livre e prévio informado das comunidades locais onde possui fornecedores.

A Minerva, que comercializa carne bovina, couro e soja também  precisa garantir que seus compromissos de desmatamento se apliquem a todas as suas operações, e não apenas às suas operações na Amazônia. E precisa demonstrar que está monitorando seus fornecedores para checar não-conformidade com suas políticas e compromissos ambientais. A Minerva não possui nenhum compromisso de não desmatamento para as suas compras de soja.

A necessidade de apresentar e implementar compromissos para acabar com o desmatamento nas cadeias de suprimentos está aumentando rapidamente nas agendas de acionistas, investidores, reguladores e consumidores.

Vários instituições financeiras estão demonstrando preocupação sobre os links entre as cadeias produtivas da carne e o desmatamento. Em 2020, alguns desses investidores tiveram reuniões com o governo brasileiro para destacar suas preocupações.

Sarah Rogerson adicionou:

“As instituições financeiras têm razão em questionar se seus empréstimos e investimentos estão financiando o desmatamento. Os frigoríficos podem endereçar essas preocupações através da implementação de seus compromissos e relatando suas práticas socioambientais de forma transparente.  Isso contribuirá para acabar com o impacto devastador do desmatamento na Amazônia ”.